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Aspectos históricos e literários da Bíblia: Texto Original e Traduções

Até meio século atrás as cópias antigas conservadas eram do século 10 d.C. para os escritos em hebraico e do século 4º d.C. para o Novo testamento em grego.

Por Dimar Luiz dia em Artigos visitas: 845

Aspectos históricos e literários da Bíblia: Texto Original e Traduções

Quando se fala em texto original se deve considerar: pergunta-se pelo idioma original? Pelo documento original dos textos? Ou pergunta-se por documentos próximos ao original?

Se a nossa pergunta for a primeira, a resposta é breve: as línguas originais são: o hebraico, o aramaico e o grego. Se for a segunda, então, diremos que, apesar da conservação invejável dos textos antigos, não se tem mais nenhum manuscrito autógrafo (escrito pelos próprios autores). Se nossa pergunta for a terceira, sua resposta exigirá um trabalho mais amplo que chamamos “crítica textual”, que procura identificar quais os textos se aproximam mais daquele que o autor redigiu.

Até meio século atrás as cópias antigas conservadas eram do século 10 d.C. para os escritos em hebraico e do século 4º d.C. para o Novo testamento em grego. Mas, as descobertas de Qünrãn nos trouxeram à luz manuscritos que datam do século 2º d.C. para o Novo Testamento e do século 3º d.C. para o Antigo Testamento.

A nossa segurança e garantia de aproximação dos textos originais são as grandes versões antigas da Bíblia: em grego, em hebraico e latim. Estas versões se tornaram padrões para as traduções e o estudo da Bíblia e se dividem da seguinte forma:

a) Texto Massorético (TM): Bíblia Hebraica Stuttgartensia (BHS ou BH);

b) Tradução dos Setenta (LXX): Septuaginta (AT em Grego);

c) Novo Testamento em Grego (GNT e NTG)

d) Vulgata: Bíblia em Latim (traduzida por São Jerônimo da LXX).

Os cristãos antigos utilizaram o Antigo Testamento da Septuaginta. Em 400 d.C., Jerônimo traduziu a Bíblia do hebraico e do grego para o latim que era a língua do povo. Nasceu então a Vulgata, usada como referência pelo Concílio de Trento (1546 d.C). Em 1979 nasceu a Nova Vulgata, baseada nos originais gregos e hebraicos e que considera todos os documentos conhecidos até então, inclusive os manuscritos do Mar Morto (Qünrãn).

As primeiras traduções em língua moderna foram feitas pelos reformadores protestantes. As principais são: a tradução de Lutero e a King James dos anglicanos. Influenciada por esta última, nasceu a tradução portuguesa de João Ferreira de Almeida. Pouco depois, Antônio Pereira de Figueiredo produziu a clássica tradução católica com base na Vulgata.

6.2.1. Tradução formal (literal) e funcional

Consideração importante: qualquer tradução deve contemplar dois aspectos: o significado da frase e sua forma lingüística.

6.2.1.1. Formal: procura respeitar a fórmula lingüística, renunciando à compreensão imediata para ser fiel ao texto original, porém, sem deixar de ser compreensível. Possui a mesma força que o original, ou seja, produz os mesmos efeitos e as mesmas emoções no leitor. Isso não quer dizer que o tradutor versou palavra por palavra de cada língua. São consideradas traduções formais: A Bíblia de Jerusalém, A Bíblia TEB, A Bíblia ARA.

6.2.1.2. Funcional: visa a superação das dificuldades que o leitor atual tem de compreender a Sagrada Escritura. Modifica as estruturas das frases, utiliza palavras mais simples e articula as idéias de forma a se tornar imediatamente compreensíveis. Tem a mesma preocupação da formal de produzir no leitor os efeitos e emoções que o texto original produz, mas sem a preocupação de manter a forma do texto. São consideradas funcionais: A Bíblia Edição Pastoral, A Bíblia Viva, A Bíblia na linguagem de Hoje e a Bíblia Fácil.

Exercício: Qual tradução da Bíblia você usa? Pegue uma tradução diferente da sua e compare os capítulos 1 e 2 do evangelho de Mateus. Que palavras diferentes você encontrou? Elas possuem o mesmo significado na nossa língua ou existem variações? Anote as palavras e suas conclusões.

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