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Estudo Bíblico

Constituição Interna pela Aliança e Lei - Moisés

Constituição Interna pela Aliança e Lei - Moisés
Dimar Luiz
Por: Dimar Luiz
Dia 05 de julho de 2020

Moisés foi retirado das águas do Nilo para ser o protagonista da libertação. A escritura diz que ele era formoso aos olhos de Deus, seu escolhido.

“Por aquele tempo nasceu Moisés. Era belo aos olhos de Deus. Durante três meses foi criado na casa paterna” (At 7,20).

Moisés foi retirado das águas do Nilo para ser o protagonista da libertação. A escritura diz que ele era formoso aos olhos de Deus, seu escolhido. Moisés ficou escondido por três meses na casa de sua mãe, depois foi levado ao Nilo e lá deixado numa cesta. No rio foi recolhido pela filha do Faraó. O Egito servirá ao projeto divino. Faraó, que decidiu aniquilar os filhos de Israel, educa e prepara, em sua própria casa, o libertador do povo de Deus. Deus é Senhor da história e sua vontade se realiza ainda que a força humana se oponha.

Já adulto Moisés vai ao encontro de seus irmãos (Ex 2,11s), mata um egípcio que castigava um hebreu, mas os seus irmãos o rejeitaram (Ex 2,14). Então Moisés teve de fugir por causa do assassinato que cometeu e se refugiou em Madiã, onde se casou com Séfora e teve um filho chamado Gérson (Ex 2,15-22).

No deserto Deus prepara Moisés para a sua missão. Deus despoja-o de todas as seguranças humanas, pois a libertação se dará pelo poder de Deus e não pela sabedoria dos homens. Moisés deve deixar de ser chamado o “filho da filha de Faraó”, renunciar as riquezas e ao poder do Egito, sua história, herança e educação especializada. É no silêncio doloroso do deserto que Deus educa e faz amadurecer o libertador de seu povo. Enquanto isso no Egito: “Passado muito tempo, morreu o rei do Egito. Os israelitas continuavam gemendo e clamando sob dura escravidão, e, do meio da escravidão, seu grito de socorro subiu até Deus” (Ex 2,23).

Durante 430 longos anos (Ex 12,41) o povo clamava a um Deus que parecia escondido e aliado ao inimigo que trazia dor e sofrimento. Mas Deus ouviu o clamor e olhou para os filhos de Israel e desceu para libertá-los: “Deus ouviu os seus lamentos e lembrou-se da aliança com Abraão, Isaac e Jacó. Deus olhou para os israelitas e tomou conhecimento” (Ex 2,24-25).

Então Deus se revela a Moisés no Sinai e o envia para libertar o povo: “Não te aproximes daqui! Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é chão sagrado... Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó... Agora, vai! Eu te envio ao Faraó para que faças sair o meu povo, os israelitas, do Egito” (Ex 3,5-6.10). Mas, Moisés, é um homem fraco, com dúvidas e temores. Apresenta várias resistências para não aceitar a missão. Deus, porém, vence as resistências de Moisés. Moisés deixa Madiã e vai ao Egito para cumprir a ordem de Deus. Moisés apresenta-se ao Faraó junto com seu irmão Aarão. Mas Faraó responde orgulhosamente ao pedido de Moisés: “E quem é ‘O Senhor’ para que eu lhe deva obedecer, deixando Israel partir? Não conheço ‘O Senhor’, nem deixarei Israel partir” (Ex 5,2). O pecado de Faraó é não reconhecer a voz de Deus através do homem. Então Faraó aumenta o jugo de Israel: “Devereis ir recolher a palha onde a puderdes encontrar. Nada, porém, será diminuído do vosso serviço” (Ex 5,11). A presença de Deus suscita ainda mais a oposição do inimigo e a situação do povo fica pior que antes. O povo vai queixar-se de Moisés pela intervenção improdutiva. Israel preferia estar como antes, pois já se tinha acostumado à escravidão. Já não esperava nem desejava a liberdade e sequer queria pagar o preço dela. Esse medo é próprio dos escravos porque a opressão é duramente mais amarga às vésperas da libertação.

Os escribas lançaram no rosto de Moisés a sua petição ao Faraó. E Moisés sentiu-se perdido. Então foi ao Senhor para reclamar: “Meu Senhor, por que maltratas este povo? Para que foi que me enviaste?” (Ex 5,22). E o Senhor lhe revela seu plano: “Agora verás o que vou fazer ao Faraó. Por mão poderosa será forçado a deixá-los ir; será coagido a expulsá-los do país” (Ex 6,1). Quando as circunstâncias pioram é preciso crer que Deus tem um plano melhor. Para dar fruto o grão de trigo precisa morrer, mas o povo de Deus ainda não entendeu. A força divina se conjuga perfeitamente com a miséria humana, mas repele o orgulho: “Não lhe apraz o vigor do cavalo nem aprecia a rapidez do homem. Agradam ao Senhor os que o temem, os que esperam na sua bondade” (Sl 147,10-11).

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