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Instrução do povo de Deus: A mensagem do profeta

Mas, de maneira especial, o messias é apresentado como o Servo do Senhor, sofredor que por suas chagas vai salvar Israel (Is 49-53). Os profetas anunciam o dia do Senhor como um dia de felicidade indescritível.

Por Dimar Luiz dia em Artigos visitas: 467

Instrução do povo de Deus: A mensagem do profeta

A mensagem do profeta assenta-se sob quatro pilares:

a) Severidade: o profeta é zeloso defensor da aliança e do direito divino;

b) Consolador: o profeta descobre a luz da esperança no meio das sombras e trevas;

c) Edificante: a palavra de Deus purifica, cura e forma o povo;

d) Exortativo: exorta o povo a se entregar com santidade aos compromissos da aliança com Deus.

A mensagem de todos os profetas se conjuga em harmonia seguindo três linhas mestras que caracterizam a religião do AT.

a) Monoteísmo: Israel só tem um Deus, dono de toda a terra que não deixa lugar para outros deuses, por isso seu amor a Deus deve ser exclusivo, sem a influência de cultos pagãos e sincretismos que mancham a fé (Os 2,7-15; Jr 2,5-13).

b) Moralismo: a impureza do homem opõe-se à santidade de Deus. Diante disso o profeta tem clara consciência do pecado pessoal e social. O pecado é atentado contra o Deus de Justiça (Amós), contra o Deus do amor (Oséias) e contra o Deus Santo (Isaías). Os profetas atacam o formalismo social e religioso. Miquéias 6,8 sintetiza a vontade de Deus para seu povo: “Já te foi indicado, ó homem, o que é bom, o que o Senhor exige de ti. É só praticar o direito, amar a misericórdia e caminhar humildemente com teu Deus”.

c) Messianismo: os profetas anunciam e descrevem o perfil da vida e missão do futuro messias: pastor, esposo, juiz, sacerdote. Nascerá em Belém: “Mas tu, Belém de Éfrata, pequenina entre as aldeias de Judá, de ti sairá para mim aquele que há de ser o governante de Israel” (Mq 5,1), será cheio do Espírito Santo: “Sobre ele há de repousar o espírito do Senhor, espírito de sabedoria e compreensão, espírito de prudência e valentia, espírito de conhecimento e temor do Senhor” (Is 11,2-3), com títulos maravilhosos (Is 9,5; Jr 23,6), como o filho do homem (Dn 7). Efetivamente da linhagem de Davi como o Senhor prometeu: “Um broto vai surgir do tronco seco de Jessé, das velhas raízes, um tronco brotará” (Is 11,1).

Mas, de maneira especial, o messias é apresentado como o Servo do Senhor, sofredor que por suas chagas vai salvar Israel (Is 49-53). Os profetas anunciam o dia do Senhor como um dia de felicidade indescritível, num clima de santidade e justiça (Is 29,19-24), conversão interior e perdão divino (Jr 31-34), conhecimento do Senhor, paz e gozo (Is 2,4).

São dois os nomes que resumem o genuíno ideal messiânico: Emanuel: “Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que a jovem conceberá e dará à luz um filho e lhe porá o nome de Emanuel” (Is 7,14) e Senhor, nossa Justiça: “Naquele dia, Judá será salvo e Israel vai se deitar confiante. E o nome que lhe darão será Senhor Nossa Justiça” (Jr 23,6).

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